EPIs e sua destinação: comportamento ideal para que o que hoje nos salva vidas, amanhã não prejudique o planeta.

 em Ambiental

O coronavírus desencadeou uma série de situações em 2020. Em um blog anterior, comentamos sobre o impacto do coronavírus em empresas e as tendências pós pandemia. Já neste blog, iremos dissertar sobre um novo caso oriundo da pandemia atual: o perigo das máscaras descartáveis se transformarem em mais problema ambiental.

É inegável que máscaras descartáveis são um instrumento barato e eficaz para amenizar a transmissão da covid-19. No entanto, desde o início do ano, elas vêm sendo produzidas, vendidas e distribuídas aos bilhões e isso, infelizmente, vem causando grande preocupação, umas vez que máscaras descartáveis nada mais são que lixo tóxico e de longa duração –  a degradação de uma máscara descartável na natureza pode levar até 450 anos.

A situação se torna ainda mais alarmante por via da aparente tendência para permanência do uso de máscara em atividades habituais de circulação e trabalho. Embora esta seja uma realidade em vias de se consolidar, as normas publicadas não foram muito engajadas ao se tratar da destinação dessas máscaras.

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O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), definido por Lei Federal 12.305 de 2010, obriga o cliente primário e final do produto a criar política de descarte de resíduos, dentre os quais, encontram-se os EPIS. No entanto, quando se trata de lixo tóxico, a realidade fica um pouco mais complicada. Cientes da situação, autoridades européias sugeriram a população técnicas caseiras para um melhor descarte e leis que controlem o despejo irregular das máscaras através da aplicação de multas. No Brasil, entretanto, apenas foi pontuado sobre o uso de máscaras e seu descarte quando ocorreu a falta do equipamento no mercado, em virtude da expansão da pandemia. O Ministério da Saúde se manifestou em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA para publicar um manual de uso de máscaras não profissionais – contido na nota informativa 3/20 – onde nele continham algumas orientações para que a população faça as máscaras com os materiais que possuía em casa.

Por se tratar de material leve e semelhante ao papel, muita gente pensa que as máscaras descartáveis são biodegradáveis. No entanto, costumeiramente elas são feitas de polipropileno, material derivado do petróleo semelhante ao utilizado em parachoques dos carros.

O impacto das máscaras descartáveis pode principalmente ser visto em cidades em que o pico da pandemia aparentemente já passou e que começam sua primeira abertura. Como exemplo podemos citar Paris. Depois do país importar 2 bilhões de máscaras que devem ser descartadas após 2 horas de uso, as lixeiras, parques e ruas da capital francesa se encontram repletas de máscaras usadas. O que foi considerado alarmante pelas autoridades uma vez que tal material constitui lixo hospitalar, que deve ser incinerado em seu descarte.

Mas como eu posso fazer uma destinação ideal dos meus EPIs?

Para realizar o descarte adequado de EPIs é necessário levar em consideração o risco agregado que cada equipamento possui. Em consequência, para uma destinação mais eficiente de seus resíduos é aconselhado uma destinação personalizada, já que, por apresentarem funções distintas e serem expostos a situações diferentes, os EPIs não oferecem os mesmos riscos. Portanto, na hora do descarte, é importante considerar o tipo de EPI, o material de que é feito e qual a contaminação que o item possui.

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