Dia Internacional da Mulher: a engenharia é delas!

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Com a chegada do dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, aumentam os debates acerca do papel da mulher na sociedade e principalmente no mercado de trabalho. Segundo dados da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em 2019 a cada quatro pessoas empregadas na indústria, apenas uma era do sexo feminino. Apesar de ter crescido cerca de 15% nos últimos 20 anos, segundo estudo do Ministério do Trabalho e Emprego, a participação feminina nas empresas industriais mostra-se ainda menor, com mais evidência nos setores da mecânica e metalurgia. Mas você sabe como surgiu o Dia da Mulher? Quais são os desafios que ainda precisam ser superados e quais os caminhos?

Breve História do Surgimento do Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher foi oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, em decorrência de uma série de manifestações e greves, que iniciaram-se no final do século 19 e início do século 20, de mulheres que trabalhavam em fábricas nos Estados Unidos e Europa. O movimento de cunho socialista feminino era motivado por um sentimento de desigualdade de direitos e reivindicação por melhores condições de trabalho e igualdade salarial.  

Atualmente, o dia 8 de março é uma data comemorativa que serve para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres. Cabe também como um momento de reflexão e debate, a fim de evidenciar os desafios que ainda precisam ser superados na busca pela igualdade de gêneros na sociedade, um dos dezessete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Os desafios da mulher na indústria

A representatividade feminina na área de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática é crescente nos últimos anos. Cada vez mais mulheres estão recebendo educação formal,  quebrando estereótipos e ocupando postos de trabalho que antigamente eram predominantemente masculinos. Porém muitas dificuldades persistem no mercado de trabalho da engenharia para elas:

  1. Desigualdade Salarial: 

De acordo com o Mapa do Ensino Superior no Brasil de 2020, realizado pelo Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior Privado (SEMESP), as mulheres representam 57% dos estudantes de ensino superior no país, porém ocupam apenas 44% das vagas de trabalho do mercado. Ainda, segundo pesquisa da Catho, empresa de recrutamento e seleção, de 2018, as mulheres ganham em média 23% a menos do que homens nas mesmas posições de liderança como gerência e diretoria. Fica evidente que estereótipos na percepção do “ser mulher” e do “ser homem”, bem como na de suas habilidades e competências, ainda é algo que persiste no meio corporativo.

       2.O problema da maternidade:

Infelizmente, as mulheres ainda enfrentam muitas adversidades quando se trata de maternidade e trabalho. Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que metade das mães perdem o emprego até dois anos depois que acaba a licença-maternidade, devido à mentalidade de que os cuidados com os filhos serão exclusividade delas. Com medo de perder oportunidades no trabalho, muitas são as mulheres que optam por adiar a maternidade. Mas, afinal, se as empresas precisam estar em constante adaptação para melhor servir aos seus clientes, por que não devem se ajustar às necessidades dos seus colaboradores, que são tão essenciais e responsáveis pela prosperidade da empresa? 

As mulheres na engenhariaTwo female engineers stand beside working oil pumps with a white sky . Free Photo

Por meio da demonstração de competência e capacidade para ocupar o cargo que quiserem, as mulheres ganham cada vez mais espaço na engenharia e as indústrias estão voltando suas atenções para isso. O universo corporativo, reconhecendo o valor da diversidade no ambiente de trabalho, abre novas e diferenciadas oportunidades para os talentos femininos. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que de 1999 a 2019, segmentos importantes da indústria tiveram crescimento no número de mulheres empregadas, como na mineração, com um aumento de 65,8%, em material de transporte, com crescimento de 60,8%, e no setor de alimentos e bebidas, com 49,3% de aumento, por exemplo. Outro dado bastante positivo é o aumento do número de mulheres que ocupam cargos de gestão e liderança, como o exemplo da Juliana Coelho, engenheira química e primeira mulher a comandar uma fábrica da Fiat Chrysler (FCA) na América Latina, que teve alta repercussão na mídia.

Finalmente, é importante que neste dia 8 de março tiremos um tempo para refletir sobre a importância de dar espaço e oportunidade para que as mulheres, independentemente de sua cor, raça, etnia, idade e condição econômica, possam contribuir com o desenvolvimento do nosso país. O bom engenheiro é aquele que ao pensar, estudar, projetar e executar, cria soluções para um problema, e isso independe de questões associadas ao gênero de um profissional. Se você está em um ambiente de trabalho em que há poucas mulheres, seja você o agente de mudança e a inspiração para as mulheres ao seu redor. 

Mande esse blog pras engenheiras que inspiraram você a ser a profissional que é hoje!

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