A oportunidade econômica que se alinha por trás dos polímeros

 em Ambiental

O mercado mundial brasileiro é um dos principais responsáveis pelo consumo de polímeros plásticos no mundo, pois, tendo em vista os estudos divulgados pela fundação alemã Heinrich Böll, o país consome cerca de 2% do plástico mundial, entretanto, é significante destacar que no Brasil apenas 1,28% de todo o material é reciclado, de acordo com a organização sem fins lucrativos. No que tange ao tópico, evidencia-se que a recuperação dos polímeros termoplásticos constitui-se como uma oportunidade econômica pouco alavancada na indústria, mas que detém o potencial de auxiliar a empresa a cortar custos e propagar políticas sustentáveis ao amparar o meio ambiente

 

O que são os polímeros termorrígidos e os termoplásticos? 

 

Os polímeros sintéticos são macromoléculas formadas a partir de unidades estruturais menores, os quais auxiliam a compor o material plástico, evidencia-se que esses são classificados em dois grupos: termofixos (ou termorrígidos) e os termoplásticos. Desse modo, nota-se que os termoplásticos estão concentrados no grupo que pode ser moldado e fundido quando aquecido, constituindo cerca de 80% dos plásticos produzidos, além de que sua significância aumenta imensamente pelo fato desses polímeros poderem ser reciclados, no entanto, é interessante chamar a atenção ao detalhe de que os termoplásticos possuem uma quantidade determinada de vezes que podem ser reciclados. Enquanto isso, os termofixos são aqueles cuja flexibilidade não se altera com a temperatura, assim, o plástico não tem a propriedade de ser moldado ou derretido conforme for aquecido, logo, tal conjuntura impossibilita o ciclo de reciclagem do material, diferenciando-se dos termoplásticos perante esse aspecto. 

Seguindo essa linha de raciocínio, salienta-se que essa classificação dos tipos de polímeros que podem ser encontrados nos plásticos abre margem para a conclusão de que não são todos os tipos de plásticos dentro de uma empresa que podem ser reciclados, ou seja, é necessário que a empresa tenha o conhecimento correto e exato a respeito se o produto que é comercializado dentro do empreendimento detém a capacidade de poder ser descartado de modo apropriado por reciclo ou não. Ademais, percebe-se que a metodologia envolvida no processo de reciclagem de certos plásticos constitui-se como complexa principalmente pelo fato das técnicas utilizadas não serem sempre iguais, isto é, os gestores necessitam ter o entendimento e base teórica adequados perante o estudo dos polímeros para que não ocorra acidentes que comprometam a linha de produção ou que levem a empresa à falência. 

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Classificação das reciclagens de polímeros 

 

No que tange ao segmento de renovação dos polímeros, evidencia-se que há múltiplos exemplos de reciclagens as quais envolvem os materiais plásticos, esses que abrangem apenas os termoplásticos, pois, como visto anteriormente, os termorrígidos não portam a propriedade de poderem ser reciclados, sendo que é primordial não confundir o termo reciclagem aqui abordado com reutilização, visto que na ro processo de reciclagem é obrigatório ocorrer a mudança do estado físico, químico ou biológico para que o produto possa voltar a ser utilizado. Desse modo, há de se ressaltar três das mais competentes e utilizadas na indústria: a mecânica, a química e a energética. 

 

1. Reciclagem mecânica: consiste na conversão do material polimérico em granulado, o qual pode ser aproveitado na reutilização para um novo produto. Para que a reciclagem mecânica seja eficiente, observa-se como é necessário que o plástico passe por determinadas etapas até se encaminhar no produto final, o processo se inicia no ponto de separação dos diferentes modelos de polímeros que o empreendimento detém, após ocorre a fase de moagem do material seguido pela operação de lavagem do conteúdo moído a fim de eliminar todas as impurezas que existem no produto, por último o resultado é enviado à extrusão com a intenção de fundir o material. 

 

2. Reciclagem química: constitui-se como uma junção de processos químicos a qual tem como finalidade a recuperação de resinas plásticas, consequentemente, é o tipo de reciclagem responsável pela capacidade de fazer o material polimérico voltar a ser utilizável. Portanto, depreende-se que nesse tipo de reciclagem o plástico passa por uma importante etapa, a qual consiste no dissolvimento do material, podendo ser realizado com a aplicação de calor ou com o acréscimo de elementos solventes, transformando os polímeros em monômeros. 

 

3. Reciclagem energética: tendo em vista que o plástico é derivado do petróleo, isto é, ele porta uma alta quantidade de força calorífica, é pertinente frisar que esse material é o mais viável nesse tipo de reciclagem, a qual porta como finalidade a transformação de resina em energia (variando desde a térmica até a energia elétrica). Evidencia-se que a linha de processo passa desde a queima do plástico para se obter o vapor resultante, o qual é empregado para movimentar as pás da turbina, através da locomoção dessas pás que se deriva a energia. 

 

 

A oportunidade econômica por trás dos polímeros 

 

De acordo com as informações analisadas até o momento, é primordial frisar a oportunidade econômica que há por trás dessas macromoléculas termoplásticas, visto que uma forma eficiente do negócio cortar custos está vinculada à recuperação e destinação correta desse material, o qual varia de cada empresa, ou seja, é um fator personalizado que necessita compreender primeiro o cenário atual do empreendimento. Seguindo essa linha de raciocínio, nota-se que é necessário ter cuidados conforme as técnicas utilizadas para recuperar o plástico, dado que há determinados elementos na resina que a torna impossível de recuperar através dos procedimentos explicados anteriormente, logo, há casos específicos em que a opção mais qualificada para o gestor é optar direto pela destinação do material, situações em que se torna indispensável que a empresa tenha conhecimento especializado a fim de evitar erros que causem transtornos para o negócio. 

É pertinente chamar a atenção que você não precisa mudar toda a linha de processo de sua empresa para conseguir obter a recuperação do material plástico e cortar custos, certas vezes juntar o conhecimento com as mentes corretas pode ser a melhor decisão feita para o destino do seu empreendimento.  

Gostaria de entender mais a respeito da recuperação e destinação de polímeros ou ficou interessado em entrar no segmento de plásticos? A CATALISA pode facilitar muito esse processo para você! Entre em contato conosco! 

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