Efluentes: entenda porque investir no tratamento!


Neste blog você irá compreender o conceito de efluentes, a importância de tratá-los para descartar corretamente (ou até reutilizá-los) e como é o processo de limpeza dos recursos hídricos.



- Definição e Tipos de Efluentes


Efluentes são resíduos, líquidos ou gasosos, gerados pelas ações humanas e descartados no meio ambiente. Caso sejam liberados sem o tratamento adequado a natureza podem causar sérios danos ao ecossistema. Classificamos em dois subtipos de dejetos gerados de acordo com a sua procedência: industrial e doméstico.


Efluentes Domésticos: também conhecido como esgotos sanitários, são compostos por água, sólidos orgânicos, sólidos inorgânicos e micro-organismos provenientes das atividades fisiológicas e de higiene dos seres humanos que são geradas no ambiente no qual residem.


Efluentes Industriais: são despejos resultantes de operações da indústria originados em diferentes etapas da cadeia produtiva, como água utilizada em lavagens de equipamentos e efluentes gasosos eliminados por exaustores e chaminés.



- Vantagens do Tratamento de Efluentes


Existem critérios para o lançamento de resíduos no sistema coletor público de esgoto sanitário. Essa destinação é determinada por órgãos públicos em diferentes instâncias: municipal, estadual e federal. Assim, para critério de desempate entre diferentes regulamentações e parâmetros, sempre devem prevalecer as normas mais restritivas.


Em âmbito nacional, a CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente se configura como órgão ambiental responsável pela legislação e por decretos de padronização para descarte. Em caso de descumprimento dessas exigências mínimas são implicadas multas severas, o que torna vantajoso a implementação das medidas impostas, visto que o investimento financeiro resulta em redução de custos e evita gastos despropositados.


Outro fator importante é o custo benefício a longo prazo de reutilização de água nos processos industriais e domésticos. Não é obrigatório implantar esse tipo de sistema, porém pode ser bem útil para reduzir o impacto ambiental causado pelo processo produtivo ou pelas afazeres domésticos. Sua aplicabilidade também resulta em uma diminuição nas despesas, pois evita que precise ser utilizada água potável em determinadas atividades.



Um recurso de vantagem mercadológica, que pode ser aplicado nessa situação, é o Marketing Verde. Empresas que tomam medidas de adequação às normas ambientais podem atrair clientes utilizando como propaganda sua preocupação com a natureza.




- Como fazer o tratamento?


Existe uma grande variedade de fontes emissoras de resíduos gasosos e líquidos. Desta forma, é necessário compreender qual a melhor abordagem para o tratamento respeitando as especificidades de cada processo. Por isso, vamos tentar apresentar um procedimento padrão aplicável, de uma maneira geral, na maioria dos casos.


Em um primeiro momento, é feito uma visita a indústria para análise da linha produtiva, desde a matéria prima, passando por todos procedimentos operacionais da produção, inspecionando também os métodos de higienização e avaliando possíveis contaminantes. Essa coleta de dados e de amostragem servirá como base para definir a carga orgânica e tóxica dos efluentes em questão.


É realizado, então, estudos laboratoriais para quantificar e identificar substâncias de interesse, como detergentes, metais pesados, solventes orgânicos, entre outros compostos que tornam o efluente impróprio para descarte. Os métodos analíticos são padronizados e devem ser rigorosamente seguidos para que os resultados sejam coerentes e aceitos pelos órgãos regulamentadores.


A partir desses dados, são definidos indicadores que nortearão o planejamento das Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs), que realizam a limpeza das águas e emissões gasosas para que estejam dentro dos padrões mínimos determinados por lei para retornarem ao meio ambiente. Portanto, são conhecidos nessa etapa a matéria que compõe o fluido em questão, tanto quantitativamente quanto qualitativamente, o que permite definição dos equipamentos necessários e respectivo dimensionamento.


Resumidamente, consta abaixo uma breve descrição das etapas de remoção usualmente utilizadas em uma ETE convencional para recursos hídricos:


1. Tratamento Prévio:


O investimento em equipamentos é elevado e, para mantê-los conservados, existe essa etapa que elimina a parte mais grosseira - utilizando grades espessas - e a areia presente - por processo de sedimentação. Desta forma, são removidos sólidos com grandes dimensões e flocos arenosos com potencial de danificar os dispositivos da unidade de tratamento.


Ocorre ainda correção de características como o pH e vazão do efluente.


2. Tratamento Primário:


São adicionados compostos químicos com objetivo de eliminar sólidos em suspensão e partículas flutuantes. Dentre as técnicas mais comumente utilizadas destacamos a sedimentação, floculação e precipitação química.


3. Tratamento Secundário:


Possui como finalidade de remoção da matéria orgânica residual. Utiliza procedimentos bioquímicos, aeróbicos e anaeróbicos, que decompõe moléculas complexas em compostos mais simples através da utilização de micro-organismos. Outros recursos geralmente empregados nessa fase são: digestores anaeróbios, Iodo ativado e filtros biológicos.

Após esta etapa, frequentemente os recursos hídricos já estão aptos a serem descartados.


4. Tratamento Terciário:


Caso haja interesse em refinar o nível de tratamento para que a água possa ser utilizada para fins não potáveis, algumas medidas dispendiosas podem ser adotadas para se obter a água de reuso. Dentre as possibilidades existentes de procedimentos usuais desta etapa, estão: cloração, membranas de nano filtração, osmose reversa e adsorção com carvão ativado.


Descartar incorretamente efluentes é caracterizado, no Brasil, como crime ambiental e resulta em multas de acordo com a legislação vigente. Além disso, dejetos industriais e domésticos que retornam a natureza sem devido tratamento podem resultar em doenças, além de contaminação do solo e da água potável, bem como outras em outras consequências danosas para o ser humano e para o meio ambiente.


Por isso, ressaltamos a importância da implementação de Estações de Tratamento de Efluentes em sua empresa ou edifício, visto que gera benefícios financeiros a longo prazo e reduz a poluição do meio ambiente.


A CATALISA compactua com a responsabilidade socioambiental e, por isso, pode te ajudar a encontrar soluções sustentáveis para seu negócio ou para tratamento de esgoto domiciliar. Caso tenha dúvidas sobre o assunto, entre em contato!

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