A sustentabilidade na construção civil: PGRCC

Você deve saber que a indústria da construção civil ocupa posição de destaque na economia nacional e que é responsável também pelo contingente de pessoas que, direta ou indiretamente, emprega. Porém o que você não deve saber é o lado dessa indústria que é responsável por cerca de 50% do CO2 lançado na atmosfera e por quase metade da quantidade dos resíduos sólidos gerados no mundo. (JOHN, 2000).

Assim, a construção civil aparece como vilã nos impactos ambientais, pois grande parte dos resíduos sólidos provenientes dela não recebem a destinação correta, e acabam sendo dispostas clandestinamente em terrenos baldios, áreas de preservação, vias e logradouros públicos. Nessa quadro, políticas públicas no Brasil voltadas ao gerenciamento de resíduos buscam mudar essa situação e impulsionar as empresas a gerenciarem sua produção de resíduos numa maneira mais sustentável, com a destinação final correta dos resíduos. É nesse cenário que o Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil entra.


Mas então, o que é isso?


O PGRCC é um documento técnico que identifica a quantidade de cada tipo de resíduo na construção civil, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Federal nº12.305/2010). A elaboração e a implementação do PGRCC são obrigatórias as empresas da construção civil, e a resolução CONAMA nº 307/2002 determina a obrigatoriedade para pequenos e grandes geradores. Na prática, todo empreendimento que realize atividades de construção como: reformas, reparos e demolições de estruturas, edificações e estradas, resíduos resultantes da remoção de vegetação e escavações de solos necessita desse documento. Mas em que isso ajudará a sua empresa? Ou é apenas mais uma coisa com que você terá que se preocupar?


O gerenciamento de resíduos sólidos consiste em um sistema de gestão que visa principalmente reduzir, reutilizar ou reciclar resíduos, incluindo planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos e recursos para desenvolver e implementar as ações necessárias ao cumprimento das etapas previstas em programas e planos (CAIXA 2005).

Na verdade, o gerenciamento adequado dos resíduos de construção civil é economicamente acessível e, além de evitar desperdícios, reduzir o número de resíduos gerados e diminuir os impactos ambientais, ainda abre oportunidades para aproveitar matérias da própria obra, diminuindo seus custos finais do empreendimento.


Basicamente, além de ser um documento a mais necessário em sua obra, o processo de gerenciamento de resíduos ajuda no planejamento da construção, na identificação das etapas mais geradoras de resíduos, aumentando seu controle sobre a obra.


Assim sendo, como fazê-lo?


Começamos identificando e classificando os geradores de resíduos. De acordo com a Resolução Conama 307 Art. 3º Os resíduos da construção civil deverão ser classificados, para efeito desta Resolução, em Classe A, Classe B, Classe C e Classe D, que podem ser acessadas nesse site. As sequência de ações pode ser resumida por:


  • Classificar os resíduos por grupo;

  • Quantificar os resíduos gerados;

  • Propor ações de gestão dos resíduos;

  • Criar práticas de minimização de resíduos;

  • Criar coleta seletiva de materiais recicláveis;

  • Criar procedimentos básicos e adequados para o correto gerenciamento dos resíduos sólidos;

Entre os planos de gerenciamento podemos destacar o aproveitamento dos resíduos, que pode ser realizado de duas formas: reutilização, quando não ocorre transformação do resíduo, e reciclagem, quando são aplicados processos de transformação do resíduo. Os resíduos podem ser reaproveitados no próprio canteiro de obras, além do uso em aterros, sub-leito de pavimentação, argamassa para revestimento de alvenaria, fabricação de blocos de vedação, artefatos de concreto, entre outros.


Além disso, a prática de reuso e reciclagem pode ser encarada do ponto de vista da viabilidade econômica para revenda desses materiais, pois a reutilização de materiais na construção civil pode transformar os resíduos das obras em produtos comerciais que possam ser novamente utilizados. Ou seja, o que antes parecia um empecilho na construção pode ser uma nova fonte de renda.


Passa por esses empecilhos na sua obra? Quer saber mais sobre o assunto? Entre em contato conosco!

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